quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A terceira etapa.....






Fiquei por um tempo sem postar, devido à um longo período de turbulência, não somente em minha vida mas também presumo na vida dos artistas do Valores de Minas.
O nosso espetáculo- "O herói e a armadura"- foi maravilhoso, recebemos ótimas críticas, e melhor ainda foi estar lá, no elenco, nos expressando através do palco. Confesso que nem tudo foram flores, mas sim um árduo trabalho para qual nos esforçamos e nos orgulhamos quando vemos o resultado. Fizemos inclusive um espetáculo extra no ultimo dia!!

O espetáculo foi um espetáculo.........





domingo, 19 de setembro de 2010

Os sete pecados capitais..... pesquisa

Todo mundo, um dia, já caiu na tentação. Seja a de comer demais, cobiçar o bem alheio, envaidecer-se de algo a ponto de alardear suas conquistas aos quatro cantos do mundo. Ou passar um dia inteiro deitado, sem fazer nada; entregar-se aos prazeres descompromissados do sexo, esconder dinheiro para não emprestar, enraivecer-se a ponto de disparar socos e pontapés. Para cada um desses excessos, há um nome. Juntos, eles compõem os sete pecados capitais, descritos pela primeira vez no fim do século 7, quando o papa Gregório fez uma lista das sete piores paixões humanas.
Apesar de nomeados pela Igreja Católica, soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria são vícios malvistos por várias sociedades, antes mesmo que Jesus Cristo fundasse a nova religião.
Na mitologia greco-romana, são temas passíveis da fúria dos deuses, que, mesmo do alto da majestade olímpica, também não estavam incólumes às paixões humanas. O budismo ensina a se desapegar dos desejos corporais e, para o hinduísmo, a avareza é um mal destruidor. Mesmo os agnósticos não deixam de torcer o nariz para os vícios que, moralmente, nos parecem mais odiosos, como o ócio ou o orgulho desenfreado.
A ciência, porém, veio nos redimir de todas as nossas culpas. Psicólogos sociais estão debruçados sobre a origem dos pecados capitais. Neurologistas já descobriram que a chave para muitos dos sentimentos considerados ruins está na fisiologia do cérebro. Pesquisadores mostram que um vício pode ser, muitas vezes, o jeito que o ser humano encontra para sobreviver, o que Charles Darwin chamaria de pura evolução.
PREGUIÇA
Não se engane com a preguiça, ela pouco tem a ver com a moleza ou a momentânea falta de vontade de fazer algo. Ela é muito mais forte e um de seus poderes é deixar a vida vazia, sem sentido. Por isso, dos sete pecados capitais, talvez ela seja a mais dolorosa, sofrida e destrutiva. A acedia, como também é conhecida, é o enfraquecimento da alma, que nos afasta da realidade e de nós mesmos.
“O pecado da preguiça é uma letargia que aos poucos suga a vida ou deixa um vazio no espírito. É caracterizado pela falta de paixão, de vontade e de motivação que nos leva à melancolia, à apatia e à indiferença”, explica Claude Barbre, psicólogo e professor da Escola de Psicologia Profissional de Chicago. Na Idade Média, ter esse sentimento de não querer mais viver era um verdadeiro suplício para os religiosos. Ninguém conseguia entender como era possível fazer uma recusa tão amarga e avassaladora de aproveitar a vida.
Quando esse pecado chega, ele pode ser avassalador. Nos sentimos perdidos em um enorme vazio e poucas coisas fazem sentido ao atingirmos a depressão espiritual. Do ponto de vista psicológico, a acedia geralmente vem acompanhada de desordens narcisistas em que faltam para a pessoa fontes internas de conforto e consolo para sua existência. “É uma turbulência da mente, um distúrbio de si mesmo. Também pode se manifestar hoje em dia nas nossas questões contemporâneas e fissuras interpessoais”, comenta o psicólogo americano.
A preguiça, porém, também pode ser positiva. Ela pode funcionar como um alerta de que precisamos reanimar nossa capacidade de amar. Está aí a principal diferença entre esse pecado e a depressão clínica. “De acordo com os primeiros ascéticos, isso queria dizer que, quando não tínhamos nada para nos fazer levantar, éramos jogados de volta à nossa essência. E, com isso, uma nova consciência poderia surgir e falar conosco quando todos os limites desapareciam. Essa perda pode nos fazer encontrar uma nova motivação e um sentido mais profundo para a vida”, diz o psicólogo.

A preguiça......

É tempo de construção de cenas, muito trabalho e muitas pesquisas a serem feitas. Estamos trabalhando os 7 pecados dentro do tema mitologia, e o teatro está com o tema preguiça. Para falar sobre a preguiça, primeiro devemos nos olhar no espelho. É obvio que todos nós em algum momento vamos ter preguiça de alguma coisa, uns mais outros menos, mas todos temos, eu por exemplo tenho preguiça desse blog e sei que provavelmente as pessoas não vão ler ( se você está lendo isso com certeza entrou aqui por engano, ou é um vencedor por não ter preguiça de estar lendo), mas de qualquer forma, a preguiça é um estado de inércia completamente prejudicial a qualquer ser.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Depois do espetáculo....

Vem o fascínio, a admiração. É assim que me senti depois de chegar de um espetáculo do Grupo Corpo (imã), efeito causado por sua dança contemporânea, saltos perfeitos e movimentos simétricos. Pude senti toda aquela energia que faz o público não querer mais ir embora, simplesmente não tenho palavras para descrever o quão incrível foi esse espetáculo.
Tenho somente uma consideração a fazer: o público tem que aprender a ser platéia, tudo isso influencia, no espetáculo. Inclusive as pessoas devem deixar de relacionar o corpo humano somente como um símbolo sexual, e sim uma obra de arte!

grupo Corpo



Fundado em Belo Horizonte, em 1975, o Grupo Corpo é uma companhia de dança contemporânea, eminentemente brasileira em suas criações. Sua carreira vem sendo marcada por sucessivas metamorfoses, mas sempre norteada por três preocupações: a definição de uma identidade, vinculada a uma idéia de cultura nacional (com toda a fluidez que isso implica); a continuidade do trabalho, pensado a longo prazo; e a integridade na sustentação de padrões autoimpostos de elaboração.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ítaca - Konstantinos Kaváfis

Se partires um dia rumo a Ítaca faze
votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrará
se altivo for teu pensamento, se sutil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não os levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.

Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda a espécie,
quanto houver de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.

Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.

Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.