quarta-feira, 30 de junho de 2010

O monstro, o medo e as palavras

Faço o bom uso das palavras para contar uma
história ou expressar um sentimento, mas hoje farei ambos
Nada posso dizer de o mundo que cerca-me
mesmo se fosse de meu feitio não conseguiria, jamais ousaria
pra mim basta, o constante conflito que mantenho
comigo mesma
A cada dia o meu conflito cresce, o meu medo cresce
cresce a ponto de não reconhecer mais quem sou,
embora saiba que continuo sendo a mesma pessoa
um pouco modificada
Grande, assustador e está posicionado em minha direçao
no ápice de sua eclosão, tem como objetivo principal aterrorizar
alimenta-se de desistência
alegra-se ao me ver fracassar
Apresento-lhes, senhores, o monstro
o meu monstro
que faz jus a sua incumbência
Mas não cabe a mim explica-lo
não tenho, nem com um milhão de palavras, essa capacidade
diante da complexidade de suas definições
Posso fugir, ou posso lutar
eu fugi, e continuo fugindo hoje, amanhã e sempre
eu lutei, e continuo lutando todos os dias da minha vida
Perdida em mim mesma, encontro as respostas
entre essas fugas e lutas.
Não posso simplesmente, com um ponto final,
encerrar aqui, pois enquanto eu viver
essa história não tem fim.
( texto de autoria própia)
Estamos trabalhando a construção do herói, envolvendo medo, entre outras coisas. Na verdade quando escrevi essa poesia estava muito inspirada, o teatro é muito inspirador para mim. Trabalhar com arte realmente me facina e surpreende a cada dia!

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